Hormônios | Maravilhosos Mensageiros do Corpo



Reviewed by:
Rating:
5
On 20:03
Last modified:15:48

Summary:

As glândulas encdócrinas fabricam compostos químicos potentes chamados hormônios. Estes hormônios entram na química do corpo provocando coisas maravilhosas.

HORMÔNIOS | Você está atravessando uma rua. “Cuidado!”, grita alguém. Ao se virar, vê que um caminhão avançou o sinal vermelho e vem em sua direção em alta velocidade.

Seu corpo instantaneamente o equipa para ação de emergência.

O cérebro, numa fração de segundo, envia uma mensagem às glândulas supra-renais, que respondem lançando adrenalina e noradrenalina na corrente sanguínea.

Estes hormônios interrompem o fornecimento de sangue a partes do corpo cujos serviços não são de imediato necessários para a fuga e o mandam depressa para reforçar o cérebro, o coração e os músculos.

A adrenalina e a noradrenalina obrigam o coração a bater forte e rápido. Alargam as vias respiratórias; a respiração acelera.

Elevam a taxa de açúcar no sangue para suprir o máximo de energia. Num piscar de olhos, alguns hormônios o ajudaram a estar preparado para feitos de força e resistência bem além de sua capacidade normal.

O caminhão está cada vez mais perto, o solo estremece. Não há um segundo a perder! Você dá um grande pulo para a calçada.

Sua respiração está ofegante, seu coração dispara, há um frio no seu estômago, suas mãos tremem — mas você está vivo!

Em tais situações, os hormônios ajudam a salvar vidas. Mas fazem muito mais do que isto. Ajudam-nos a crescer e a desenvolver-nos em homens e mulheres saudáveis.

Possibilitam a sexualidade e a reprodução. Ajudam-nos, quando sentimos frio, calor, fome, sede, ou quando sangramos, ou ficamos doentes. E trabalham 24 horas por dia!

Mas de que modo todo este trabalho está organizado no corpo? Para ajudar-nos a entender isto, consideremos o que são os hormônios e como funcionam.

Hormônios | O Que São?

Os hormônios humanos são substâncias químicas segregadas naturalmente por seu corpo. No devido equilíbrio, exercem importantes efeitos sobre o organismo humano bem regulado.

Exemplificando: os hormônios desempenham um papel particularmente vital em auxiliar o corpo a ajustar-se às mudanças em seu meio-ambiente, ajustes que amiúde são necessários à sobrevivência.

Assim, a temperatura do corpo, de 37° precisa ser mantida, com ligeiras variações, todavia, a temperatura do exterior talvez varie até de uns 67° abaixo de zero a uns 55° centígrados.

Daí, então, o trabalho estrênuo gera tanto calor que, se o corpo não dispusesse dos meios de refrescar-se, nossos músculos literalmente assariam.

A manutenção deste equilíbrio interno do corpo na temperatura ideal, apesar das mudanças no seu meio-ambiente, é chamada “homeostase”.

Entre as várias atividades do corpo que tornam possível a homeostase acham-se as dos hormônios, que literalmente significam “excitantes” ou “estimulantes”.

São partículas diminutas extremamente potentes, quer de substâncias simples quer de compostas, que cumprem sua missão em quantidades tão ínfimas que desafiam a imaginação.

Exatamente quão ínfimas? Algumas partículas de hormônios são tão ínfimas que seriam necessárias 3 bilhões (3.000.000.000) delas para igualar pouco mais de 28 gramas!

Sabe-se amplamente que os hormônios são produzidos por oito espécies de glândulas endócrinas. Estas são a pituitária, a tireóide, a paratireóide, as supra-renais, o timo, a pineal, as ilhotas de Langerhans e as gônadas ou glândulas sexuais.

Mas, não é tão bem conhecido que muitos outros órgãos e partes do corpo também produzem hormônios.

Assim, o hipotálamo, uma parte do cérebro, libera vários hormônios que promovem a liberação de hormônios da pituitária e de outras glândulas endócrinas, e também influencia ampla gama de processos metabólicos.

O intestino delgado, os rins e especialmente a placenta das mulheres grávidas igualmente liberam hormônios.

Para que os vários órgãos do corpo funcionem harmoniosamente, precisam estar em contato uns com os outros.

Um dos meios principais de transmitir mensagens de um órgão para outro é o sistema nervoso.

O outro é o sistema hormonal. Pode-se dizer que os nervos atuam como um telefone.

Este requer uma ligação em cada extremo e uma linha através da qual a mensagem ou impulso viaja, e isto se dá também com os nervos.

Assim, na pele, há diminutos receptores que captam sensações tais como calor, frio e dor, e as transportam ao cérebro.

Por outro lado, os hormônios têm sido assemelhados ao rádio. Uma emissora de rádio envia suas mensagens em todas as direções e é preciso ter um receptor capaz de captar seu comprimento de onda para apanhar as mensagens.

Assim também se dá com as influências hormonais.

As glândulas ou órgãos produtores os enviam a todas as células do corpo por meio do sangue, mas só influem sobre certas células que possuem receptores específicos para determinados hormônios.

Recentemente, a pesquisa indica que os genes desempenham papel vital nesta acolhida.

Outra característica interessante da forma em que atuam os hormônios é o princípio de realimentação.

Uma glândula continuará a lançar seu hormônio no sangue até que seu órgão visado, que possui receptores para esse determinado hormônio, tenha recebido suficiente quantidade.

Daí, o órgão visado enviará um sinal de volta à glândula para que esta pare de enviar seu hormônio por certo tempo.

Hipófise — A Glândula Mestra

O supervisor do sistema endócrino é a hipófise, também conhecida como glândula pituitária, órgão pequeno, cinza-avermelhado, ligado ao cérebro por um fino pedúnculo e abrigado numa cavidade óssea logo atrás e acima do nariz.

A hipófise não causa grande impressão visual. Tem apenas o tamanho de uma ervilha e pesa só 0,6 grama.

Mas, embora pequena, a hipófise tem imensa responsabilidade. Ela tem sido chamada de glândula mestra, o maestro da orquestra endócrina.

Assemelha-se a um executivo, cujo escritório é atarefado, com mensagens que entram e saem para muitos departamentos.

A hipófise delega algumas tarefas a outras glândulas endócrinas. Por exemplo, ela lança uma mensagem hormonal na corrente sanguínea, ordenando que a glândula tireóide produza e libere três outros hormônios.

Estes controlam o metabolismo, a temperatura corporal e a manutenção dos ossos.

A hipófise também manda que as glândulas sexuais produzam os hormônios que resultarão nas mudanças físicas da puberdade.

A glândula mestra também pode instruir as supra-renais a produzir hormônios que mantêm a pressão sanguínea e o equilíbrio salino do corpo.

Às vezes, porém, a própria hipófise cuida de certos assuntos, enviando mensagens hormonais que influenciam o crescimento dos ossos e dos músculos.

Seus hormônios controlam até mesmo nossa estatura.

Além disso, a hipófise desempenha importante papel na expulsão do bebê. Para ajudar a mulher no trabalho de parto, a hipófise envia ocitocina, hormônio que estimula as contrações uterinas.

Quando a cabeça do bebê chega ao canal do parto, o cérebro da mãe envia uma mensagem à hipófise solicitando um suprimento extra de ocitocina para ajudar na fase final de expulsão.

Enquanto isso, os hormônios da hipófise estimulam a produção de leite nos seios da mãe. Quando o bebê nasce, a mãe está preparada para alimentá-lo.

O Mestre da Glândula Mestra

Embora seja o supervisor de outras glândulas, a hipófise tem seu próprio supervisor: o hipotálamo.

Trata-se dum aglomerado de células nervosas do tamanho da ponta do polegar. Fica na base do cérebro e está ligado à hipófise.

Sua função não é só supervisionar o trabalho do sistema endócrino, mas também coordenar o trabalho do sistema nervoso autônomo.

Visto que o hipotálamo realiza seu trabalho automaticamente, em geral não nos damos conta dos seus labores.

No entanto, seu efeito em nossa vida é diário.

Está com fome? O hipotálamo detectou que há pouquíssima glicose no sangue, de modo que lhe está mandando comer.

Tem sede? O hipotálamo avaliou que o nível de sal no sangue está um pouco alto demais. “Beba água”, é o que ele lhe diz.

O hipotálamo também controla os níveis de cálcio no sangue. Sem cálcio, o cérebro, os músculos e os nervos não trabalhariam adequadamente.

Mas o que acontece se o hipotálamo se der conta de que há cálcio demais no sangue?

Novamente se enviam mensageiros ao ‘banco ósseo’, mas, em vez de efetuarem um saque, fazem um depósito.

O procedimento é o seguinte: o hipotálamo envia uma mensagem ao seu primeiro mandatário, a hipófise.

Esta envia então uma ordem à tireóide. Por sua vez, a tireóide segrega o hormônio calcitonina, que atua para transferir o excesso de cálcio do sangue para os ossos.

Projeto Inteligente

Que obra-prima de organização! O hipotálamo controla a hipófise, a hipófise comanda as glândulas e as glândulas regulam o corpo.

E tudo isto é feito por mais de 30 diferentes tipos de hormônios que fluem silenciosamente através do corpo, a fim de cuidar de nossas mais básicas necessidades físicas.

No entanto, apesar da complexidade de tudo isto, o sistema endócrino opera com assombrosa eficiência.

Glândula Pineal

Esta pequena glândula, situada na base do cérebro, segrega melatonina, que se acredita afetar o estado de alerta e vários biorritmos do corpo. 

Gônadas, ou Glândulas Sexuais

Os dois ovários (nas mulheres) acham-se na cintura pélvica, em cada lado do útero. Os hormônios estrógeno e progesterona são produzidos neles.

Estes hormônios controlam o ciclo menstrual e afetam o desenvolvimento das características físicas da mulher adulta.

Os testículos (nos homens), localizados no escroto, produzem hormônios que controlam, na puberdade, o desenvolvimento das características corporais do homem adulto e estimulam a produção de esperma.

Hipófise

Este órgão, do tamanho de uma ervilha, está ligado ao cérebro por um fino pedúnculo e fica abrigado logo acima e atrás do nariz.

A hipófise é o supervisor das outras glândulas e envia mensagens químicas à tireóide, às supra-renais e às glândulas sexuais, bem como a outras glândulas que têm funções endócrinas.

É o principal controlador da estatura e influencia o crescimento dos ossos e dos músculos. Estimula também a produção de leite pelos seios da mãe lactante.

Glândulas Tireóide e Paratireóides

Estas glândulas ficam no pescoço. As paratireóides segregam hormônios que regulam os níveis de cálcio para manter ossos saudáveis.

A tireóide produz outros hormônios que controlam a velocidade em que o oxigênio e os alimentos são usados para gerar energia.

Glândulas Supra-Renais

Localizadas logo acima de cada rim, as duas glândulas supra-renais produzem adrenalina e noradrenalina, que equipam o corpo para lutar ou para fugir em emergências.

Outros hormônios fabricados nessas glândulas afetam o metabolismo dos carboidratos e das proteínas, regulam a água que passa pelos rins e ativam as reservas alimentares do corpo quando há pouco para comer.

Pâncreas

Localizada abaixo do estômago, esta glândula segrega glucagon e insulina, que regulam o nível de açúcar no sangue.

GOSTOU? COMPARTILHE COM SEU AMIGOS

Facebook Comments

PDF24    ENVIE ESTE ARTIGO EM PDF