SAÚDE MELHOROU MAIS NÃO PARA TODOS



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A vontade de melhorar a saúde no mundo ainda é um desafio, devido as desigualdades socias e diversas barreiras que impedem um desejo humano.

SAÚDE – SEGUNDO o Relatório Mundial, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a tendência global é melhorar a saúde e aumentar a expectativa de vida. O relatório cita alguns exemplos.

Mais pessoas do que nunca têm acesso a instalações sanitárias, água potável e cuidados básicos de higiene. Além disso, a maioria das crianças do mundo está agora imunizada contra as seis principais doenças infantis.

Isso contribuiu para uma queda na mortalidade infantil. No século passado na década de 2000, morreram 21 milhões de crianças com menos de 5 anos;  essa cifra caiu para cerca de 10 milhões.

Enquanto isso, em décadas recentes, em vários países industrializados houve uma drástica redução nas mortes causadas por doenças cardíacas.

Mas o relatório acrescenta que essas melhorias  não ocorreram no mundo inteiro. O HIV/Aids continua a ser uma ameaça mortífera. Desconhecida antes de 1981, a Aids já ceifou, segundo estimativas, 11,7 milhões de vidas desde o início da epidemia.

E não há esperança de cura no futuro próximo. Em 1996, 400.000 crianças com menos de 15 anos foram infectadas pelo HIV. O número de crianças recém-infectadas, na mesma faixa etária, foi de quase 600.000.
 

Saúde | A pobreza ainda ameaça    

Para as centenas de milhões de pobres do mundo a saúde pouco melhorou. Eles vivem principalmente em países pobres onde o fardo das doenças é opressivo, o futuro é sombrio e a vida é curta.

O Dr. Hiroshi Nakajima, ex-diretor-geral da OMS, diz: “O abismo entre as condições de saúde de ricos e pobres é tão grande quanto era meio século atrás.” Infelizmente, essa diferença está até piorando, diz um especialista da OMS, porque “os países em desenvolvimento sofrem uma calamidade dupla.

Têm de lidar não só com as emergentes doenças crônicas modernas, mas também com as doenças tropicais ainda existentes”.

Mesmo assim, é possível haver melhoras. De fato, já se podem evitar muitos dos milhões de mortes prematuras. Por exemplo, “todo ano, pelo menos 2 milhões de crianças morrem de doenças para as quais existem vacinas”, diz o Dr. Nakajima.

Sustentando que o abismo entre ricos e pobres, no que se refere à saúde, tem de diminuir, o Dr. Nakajima acrescenta: “É hora de nos darmos conta de que a saúde é uma questão mundial.” O mundo precisa urgentemente “de cooperação internacional pela saúde, baseada em justiça social, igualdade e solidariedade”.

Embora essa cooperação possa demorar, cada nação já pode fazer muito para melhorar a saúde da sua população, diz o Relatório da Saúde Mundial. Como?

Educando seu povo para desenvolver “habilidades práticas para a vida e estilos de vida saudáveis” que previnam ou reduzam as doenças.

O Estatuto da OMS expressa isso do seguinte modo: “Opinião esclarecida e cooperação ativa do público são de vital importância para a melhoria da saúde.”

 

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